sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

INSÔNIA



Insistente, a palavra vai à noite
em busca do herdeiro do anti-sono.
A garganta-escarro interrompe
a formação do berro,
tão esperado entre os insones,
cujo fechar de olhos é pura inconsistência
tal como o sereno noturno
que repercute no lago adormecido,
e afasta o que resta do sossego.
O poema incorpora o estigma
De quem sente paz na balbúrdia
e este relento se mantém intermitente
entre o caminho do peito e da boca-ausente.

Um comentário:

Poesia e (quem sabe) prosa. disse...
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