Agora só me resta o desperdício
Ao escrever sobre o Amor:
Vou fazê-lo de forma desleixada
Como se o azar do cego fosse,
De súbito, perder o tato.
De fato, são cretinas as táticas
E os meneios,
Uma vez que, neste poema
O Amor é criado por lobos.
Radicado em um quarto escuro
Cuja dimensão não abriga nem um vírus
E a psicopatia dessa escrita
É uma febre induzida.
Um vômito verbal causado a pulso
Tal como são gerados todos os sentimentos.
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