O
corpo mutilado em carne viva
Sem
o anteparo do conserto
E
da cirurgia reparadora
Foi
antecedido daquele sorriso
Da
alegria insuspeita
Que
rejeita veementemente
Qualquer
vislumbre da dor
Naquele
passado não havia dissabor
Mas
o presente é outro mundo
Outro
enquadramento do mesmo rosto
Capturado
em outra imagem fotográfica
E
aquela feição estática
É
a mudança, a grande ruptura,
Um
viés nunca imaginado
Da
mesma pessoa em pedaços
Muleta
que se deseja
Em
todo o seu esplendor
Ampara,
mas não alcança,
Pois
o desamparo não se extingue
E
o encaixe acabou e desfez o ego
A
visão se fecha e a janela encobre,
sua
opção se fez agora,
E
o cego se encolhe.
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