Parede
ilustrada,
Abstrata
e desencantada
Um
revólver inseguro
Que
aponta sem hesitar
Desse
lugar veio um verso
Um
universo sem espaço
E
em meio a tudo isso
Meu
tédio gera frutos:
Não
posso me atrasar
Para
a festa da vida
Por
isso, de qualquer jeito,
Sem
despeito ou floreio
Foi
exposto aqui.
Aquele
seio não há,
Pois
a fonte secou
A
carta permanece lacrada
É
vida que pode esperar
O
cômodo mais íntimo
Tem
esse aconchego
E
a língua tem esse recurso
Que
faz vida indefinida
Desperdiçar
é fácil:
Existem
tantas!
Não
cabe a mim revelar
Sobre
artigos definidos nada sei
Sei
que o vínculo não se formou
E
que o sopro tem amplitude indefinida
Nesse
meio tempo
A
arma se prepara por detrás da janela,
Mas
permaneço encerrado
Guardando
não se sabe o quê
Quero
entreter os objetos
Acalentar
o vazio desse verso
Que
surgiu não se sabe de onde.
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