Não
me seduz
Um
corte em desejo raso
De
erotismo barato
Nem
enobrece
Nomear
estrelas
Rabiscar
paredes
Ou
violentar árvores
O
som é
O
legítimo vândalo
Que
estupra
Essa
ordem reinante
E
mantem esse caos incessante
Tão
rico em detalhes vazios
Nem
esse verso arredio
Se
faz notar como antes
Pois
o ecoar dos carros
A
essa hora do dia
Anula
essa voz vazia
Que
ninguém parou pra ouvir
Que
tentava encontrar sobrevida
E
fugir da constante desordem
Fecundada
em seu ventre
Não
era flor, nem era bela,
Mas dentre tantas que existem
Sua
mensagem insiste
Em
adentrar a janela
E
chegar até aqui
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